home parem








oneworld itinerary planner
hostelworld
vistos





18/11/2008 12:56
mais umas
Assim como o pacote que enviei pelo correio de hong kong e só chegou depois de mim, as lembranças da viagem continuam chegando. Mais duas pra não esquecer: o queijo estrela da serra que comi numa happy hour de queijo e vinho no albergue de lisboa, pra lá de gostoso; e o inesperado na estação de esqui, no chile: perdi minhas luvas (não, isso ainda não é o inesperado, isso é bem previsível). Pensei 'ok, já era' e já estava pensando em quanto teria que pagar de reembolso no lugar onde aluguei a roupa. Então uma moça da estação sugeriu que eu fosse até a recepção, pois às vezes as pessoas acham e devolvem. Ah, claro - quais as chances disso acontecer? Bom, as chances são maiores fora do brasil: as luvas estavam lá, intactas - e ainda com o selinho, pois apesar de alugadas eram novas. Acho que fiquei tão surpreso que minutos depois perdi uma das luvas de novo. E novamente alguém achou e colocou no balcão.
Ei, não estou falando da suíça - isso aconteceu aqui, na américa do sul. Triste, não?
Abs!


comentários (0)



29/09/2008 19:19
de volta ao blog
Viajar sem mapas, guias ou roteiros pode ter sido meio frustrante vez ou outra - vide hong kong - mas, no geral, foi a coisa certa. Eu chegava no destino, pegava um mapa no aeroporto e perguntava no balcão de turismo, no hostel ou mesmo pros outros viajantes onde ir, onde comer, onde me divertir. Lonely planet my ass!
Assim como vasculhei a rede à procura de dicas de outros viajantes que deram a volta ao mundo antes de eu começar a minha, talvez a minha experiência também possa ajudar alguém, sei lá. Por isso seguem alguns dos pontos altos (‘sim por favor’ ao pé da letra nativa) e baixos (‘não obrigado’) que lembro ou que anotei durante a viagem.
Devo ter esquecido muita coisa - porque foi muita coisa. E a melhor que eu já fiz.
Abs!

auckland



Auckland não é nova zelândia, como todo kiwi que encontrei pelo caminho fez questão de frisar. É como vir ao brasil e só ir à brasília. Dá pra ser visitada em um dia ou dois - eu fiquei três e não sabia mais o que fazer. Mas gostei da cidade.

ae koa
. Saltar da sky tower. É caro, sim, mas é o tipo de coisa que eu me arrependeria de não ter feito, quando voltasse pra casa. Não é bungee jumping, já que você fica preso por cabos e praticamente desliza os 192m até o chão, mas é legal. E ainda voltei pra ver a cidade a 220m do alto, no mirante da torre.
. Gozado ir ao mirante no alto do monte eden e encontrar uma estrutura circular com as distâncias de auckland para as demais cidades que eu visitaria, como hong kong, moscou e buenos aires.
. O eclético museu de auckland, com suas coleções de artefatos maori e arte mundial, mais uma recriação da auckland do século 19. Tem também uma galeria dedicada à guerra, com um memorial e tal - mas essa parte era meio deprimente.
. Quiche de salmão e cerveja de gengibre no devonport deli cafe. A cerveja não era amarga (mas a garçonete era).
. Frank.

kaore kia ora
. Não tem a ver com auckland, mas com a viagem até lá: onze horas no aeroporto de santiago esperando pelo vôo de conexão - muchas gracias, lan chile. E essa ainda foi a menor das chateações que a lan me proporcionou.
. Só no aeroporto de auckland: me perguntaram se eu trabalhava com pornografia ou se levava cocaína no estômago. Eita!
. A foto ou vídeo do salto são caros demais! Mas como eu estava sem ninguém pra registrar o momento, a caixa registradora registrou.
. O zoológico é meio chatinho. Os kiwis, como são criaturas noturnas, ficam num viveiro escuro, difícil de enxergar. Mas alimentei uma girafa.

brisbane



O calçadão de lojas e shoppings da queen street parece ser a grande atração da cidade, conforme me disse uma neozelandesa fã de crowded house que estava no mesmo hostel que eu. Mas há uma vida noturna - um tanto meiaboca - em fortitude valley. Não gostei muito não.

yes please
. Os cangurus no santuário de coalas ficam ao alcance da mão - literalmente, pois eles vêm checar se na sua tem comida.

no thanks
. As pessoas não são lá muito simpáticas. A atendente do serviço de transfer entre o aeroporto e o hotel, por exemplo, foi bem grossa quando não consegui entender o que ela dizia.
. O brisbane manor hotel, apesar do nome pomposo e do site arrumadinho, é meio fuleiro. Dividi o quarto com dois asiáticos esquisitos que não falavam nem entre eles.
. Tirar foto abraçando um coala no tal santuário parecia linha de montagem: paga foto, pega coala, tira foto, tira coala, pega foto, next! Não fiz muita questão.

sydney



Os habitantes de sydney parecem brasileiros - mesmo aqueles poucos que não são brasileiros. É exagero, nem vi tantos conterrâneos assim.
Fui na opera house e em cima da harbour bridge, mas valeu também ter ido ao bar do wake up! e tomado umas hahns com os nativos. Cheers mate!

yes please
. Bastante área verde.
. A praia de bondi é bem bonita - apesar de eu ter ido no fim da tarde e passado um puta frio.
. Os tubarões nadando em volta dos túneis de acrílico (e das pessoas!) no aquário de sydney impressionam.
. O melhor milk shake que eu já tomei, de chocolate - lindt! - no lindt chocolate cafe em frente à marina de cockle bay. E - soube depois - não tem em nenhum outro lugar do mundo, só em sydney!

no thanks
. Tive que pedir pra trocar de quarto no hostel - o que eu ia ficar estava muito, muito zoneado. Mas isso foi antes de hong kong, portanto meus padrões ainda estavam elevados.
. O australian museum tem lá suas gracinhas - como um esqueleto andando de bicicleta e outro sentado numa poltrona com esqueletos de estimação ao seu redor - mas não vale o preço do ingresso.
. O aquário tem tubarões, raias, corais e o escambau - mas não vi um único ornitorrinco!
. O milk shake de banana do cafe senario, na george street, deveria ser probido pra diabéticos. E pra qualquer pessoa.
. Besteira pegar o shuttle bus (nome pomposo pra lotação) entre o aeroporto e o hostel: o wake up! fica em frente à central station. O trem é bem mais rápido, tem saídas mais freqüentes e foi a melhor opção quando descobri que meu vôo era duas horas antes do que tinha pensado. Sorte que consegui vender meu bilhete de retorno pela metade do preço pra um dos motoristas das vans, assim meu prejuízo não foi total.

alice springs



Não há muito o que fazer em alice springs, a não ser pegar uma excursão pra sair de alice springs. Palavras da brasileira que conheci no aeroporto de santiago e que esteve em alice dias antes que eu. E ela tinha razão: a excursão pelo deserto foi demais.

yes please
. O prato de carnes exóticas no red ochre grill, na todd street/todd mall: crocodilo, camelo, emu e canguru. Pra turista, claro - mas o que mais eu seria em alice springs?
. O pôr do sol no alto do anzac hill, vendo o sol morrer no deserto.
. A variação de temperatura no meio do deserto é uma experiência bizarra. A hora que o sol se põe a temperatura despenca - de uma vez!
. Eu ia contratar uma excursão para ayers rock no próprio hostel mas descobri que a agência de turismo ficava na rua do restaurante - e a atendente me deu um desconto por tratar direto com eles. Apesar do sotaque difícil de um dos motoristas-guia o passeio foi ótimo, com direito a champanhe e churrasco - de salsicha - no final. O visual é incrível.

no thanks
. O hostel alice lodge é legalzinho, bem localizado - mas eu estava no computador e um rato deu um rolê pela sala! Eita!

melbourne

As pessoas estressadas, os ônibus lotados e o monte de prédios lembravam são paulo à primeira vista, mas foi só andar pelas ruas à noite que a primeira impressão deu lugar pra inveja.
Definitivamente não deve ter pcc em melbourne.

yes please
. A vida noturna de melbourne é legal pra quem conhece. Eu dei sorte, conheci um pessoalzinho nativo bem legal e fui numa procissão pelos becos etílicos da cidade.
. A exposição da história dos videogames no australian centre for the moving image tinha desde ilustrações do criador do mario até dezenas de máquinas pra jogar clássicos como space invaders, street fighter e outros mais modernosos. Tinha até um videogame que te filmava e colocava dentro da tela, interagindo com os personagens. Uia.
. Os doces dos cafés do gigantesco crown casino. Muito bonitos, muito gostosos.

no thanks
. A estreita e animada hardware lane tem vários restaurantes com mesinhas na calçada e um grupo de jazz tocando ao ar livre. Parecia ótimo, mas a comida do restaurante que eu fui era bem sem graça.

cingapura



Antes mesmo de embarcar pra cingapura, conversei com um malaio no aeroporto de melbourne que afirmou que um dia era suficiente pra conhecer a cidade - e ele não estava mentindo. Pra quem gosta de fazer compras, cingapura tem shopping pra todo lado. Bom, eu passo.
Mas me diverti na cidade, parece um resumo da ásia.

ya tolong
. O melhor aeroporto, até onde eu sei. Tudo tão amplo, limpo e organizado que impressiona.
. O hangout @ mt emily é o melhor hostel que estive até hoje. Melhor até que o ace em londres, que era a minha referência de hostel bom.
. Andar pelas ruas e sentir (principalmente com o olfato) as diferenças entre little india, arab street e chinatown. Maluco.
. A trilha sonora chill-out do barzinho de sentosa era pura bossa nova.
. Tiger beer.

tidak terima kasih
. A água oleosa da praia e o cenário mezzo gaudí mezzo disney de sentosa, uma armadilha pra turista. Ainda assim, foi divertido.
. Após visitar ‘a maior fonte do mundo’ fiquei com receio de toda atração turística que se auto-anunciasse ‘maior do mundo’. Meia boca.

bangkok



Devo dizer que fui injusto sobre bangkok: eu disse que tinha detestado mas, olhando agora, eu me diverti um bocado naquela cidade. Até voltaria a andar de tuk tuk.

chai karunaa
. O serviço da cathay pacific foi o melhor entre todas as 10(!) companhias aéreas que utilizei - e o melhor cardápio (o da british não conta, foi um upgrade fortuito): carne, purê, legumes, salada de frutas, toblerone e haagen dazs de sobremesa! E na classe econômica!
. O lub’d é um hostelzinho maneiro,
modernoso e bem localizado. E o staff é excelente.
. Ei, é a tailândia - que graça teria comer comida tailandesa sem ser apimentada? Até a salada era apimentada no restaurante (se o mapa e a memória não me enganam, era o somboon).
. Massagem tailandesa pra relaxar e esquecer dos tuk tuks.
. O cara retocando a pintura de um dos murais do grand palace foi tão ou mais interessante que o próprio palácio.
. A divertida e pervertida patpong, com seus cardápios de pussies multifuncionais.
. Singha.
. Bacardi breezer de lichia - só tem na tailândia!

mai chai khop khun
. A massagista velhota oferecendo happy ending. Eita!
. Durian é uma puta jaca horrível! Mais pela consistência que pelo gosto ou cheiro (que também não são dos melhores). Comi um pedaço, golfei, e ‘esqueci’ o resto em cima do muro de um dos templos.
. O red bull foi criado na tailândia mas o original é horrível, um xarope extremamente doce. Valeu pela curiosidade.
. Os solícitos motoristas de tuk tuk avisando que o templo está fechado - mas que eles podem te levar a um outro que está aberto. Balela.
. E chegou uma hora que eu não agüentava mais ver nada dourado.

hong kong

Minha passagem por hong kong foi um total fiasco: fiquei num hostel horrível e não pude contar com a recepção pra me dar umas dicas de onde ir. Felizmente encontrei um pessoal da áustria que me guiou por alguns pontos da cidade - e pelo que vi depois nos sites de turismo, os demais pontos não eram lá grande coisa.

hai m goi
. A sinfonia de luzes que ocorre toda noite em frente à marina é meio cafona, é verdade. Mas foi divertido.
. A vista do alto do pico victoria, bem legal.
. Meia tarde é o suficiente pra conhecer a disneylândia, se não tiver mais o que fazer (eu não tive). Só tem uma montanha russa, a space mountain. Me disseram que o ocean park é melhor.
. Ouvir a gravação em português no alto falante da balsa na volta de macau foi surreal. Provavelmente eu fui o único passageiro lá dentro que entendeu a mensagem.
. Ir a macau, mesmo que por menos de uma hora, valeu pra conhecer o lugar - e constatar que apesar do português ser uma língua oficial, ninguém o fala.

m hai m goi
. O usa hostel foi o lugar mais assustador que eu já estive. Ao contrário dos quartos confortáveis que o site deles exibe, o meu não tinha nem cama: era um colchão incrustrado entre duas paredes, uma janela presa com arame e um espelho com uma mancha vermelha que eu rezei pra que não fosse sangue do hóspede anterior. E mirador mansion, o prédio onde ficam este e vários outros hostels, era pior que o são vito, aquele treme-treme condenado do centro de são paulo.
. Descer o pico victoria a pé (eu subi com o bondinho) foi uma grande perda de tempo - mas achei que valeria a pena seguir as indicações dos austríacos, já que eu não sabia o que fazer na cidade.
. Besteira comprar bilhete de ida e volta a macau: é o mesmo valor que se os comprasse em separado e somente após a compra eles avisam que é possível utilizar o bilhete para embarcar antes, mas não depois - e que não há troca de horários de embarque. Super.

pequim





Minha primeira experiência em pequim foi bastante desagradável: como nenhum taxista falava inglês (e apesar de ter pedido no aeroporto pra traduzirem o endereço, só tinha o nome do hostel em mandarim), aceitei a oferta de um chinês com seu táxi-bicicleta pra me levar ao hostel - o que me custou 80 yuan, umas 6 vezes mais do que custaria um táxi normal. Porém, o safado me abandonou num vilarejo no meio do nada, prestes a anoitecer. Uma beleza.
Tirando isso, me diverti bastante em pequim, graças aos outros viajantes que conheci. Pena que fiquei pouco tempo.

hao qing
. A senhora e a menina que me ajudaram a encontrar o hostel, após o incidente com a bicicleta.
. Os hóspedes do peking youth hostel estão entre os mais simpáticos que encontrei em toda a viagem.
. A cidade proibida impressiona.
. Verdade seja dita: templo e chinatown têm em todo lugar. Pra quem não tem muito tempo em pequim - como eu não tive - a muralha da china é sem dúvida o lugar pra ir. Único.
. A vizinhança de bares e clubs pra onde fui levado por um catalão e um mexicano que estavam no hostel. Rolava dance music bagaceira, mas foi bem legal. Só que não faço idéia de onde era (olhando no google, talvez seja gongti xi lu ou algo assim).
. Os austríacos que conheci em hong kong moravam em pequim. Nos encontramos e eles me levaram ao cjw, um puta bar com jazz ao vivo. Classudo.
. O mercado noturno é demais. Eu só comi espetinhos de shiitake e carne de vaca - sou cagão, não tive coragem de experimentar os escorpiões, baratas e grilos ainda vivos dos outros espetinhos. Eita!

bu hao xiexie
. Os chineses não têm muito noção de propriedade privada - talvez seja uma herança do comunismo. Estava sentado em um café na cidade proibida comendo uma coisa apimentada que não lembro o nome e uma família sentou na minha mesa. E uma das garotas ficou folheando o guia que o mexicano tinha me emprestado! Sem nem pedir!
. O parque beihai é bonito - e só. Pra passar o tempo, coisa que eu não tinha.
. Descer o último trecho das muralhas numa tirolesa não foi assim tão legal quanto parecia. Mas se eu não fosse talvez tivesse me arrependido depois.

tóquio





Desde que vi blade runner eu tenho uma fixação por tóquio - os prédios de shinjuku, os luminosos de akihabara, as senhoras vestidas de quimono tomando metrô. É um lugar maluco.

hai onegai shimasu
. Dormir num futon no ryokan e tomar banho de ofurô. Relaxante.
. O organizado sakura hostel em asakusa, perto de kaminari-mon. Muita gente legal, muita cerveja. E o naoto da recepção até arriscava umas palavras em português!
. Metrô pra todo lado.
. O parque fuji-q highland tem as montanhas russas mais absurdas da ásia: a interminável fujiyama, a rapidíssima dodonpa (com sua enganadora trilha sonora de bossa nova) e a absurda eejanaika, cujos carrinhos têm loopings individuais - mas tive que rezar pra parar de chover e elas abrirem. Enquanto não abriam me diverti no gundam crisis, um simulador meio esquisitão, e até andei numa montanha russa do hamtaro. Sério.
. Sushi fresco - fresquíssimo - no tsukiji sushi sen, ao lado do mercado tsukiji. O mercado também valeu a visita, embora tenha me atrasado pro leilão de atum. Mas vi as peças leiloadas.
. Os sanduíches de salmão do café doutor - é, o nome é em português mesmo.
. Hambúrguer de ebi (camarão) no mcdonald’s. Me senti o bob esponja. Só tem no japão.
. Vending machine de tudo, de nhoque a calcinha usada.
. A área de lojas de cds e vinil em shinjuku. Ficaria horas lá - se eu tivesse mais horas pra gastar.
. O mecha inflável gigante numa rua de shinjuku.
. As novidades do sony building e as vitrines, em ginza. Sei lá o que vendiam, mas eram lindas.
. O divertido emulador de tambores taiko num dos arcades de vários andares, em akihabara. E eu consegui passar uma fase!
. As megalojas de mangá em akihabara. Mais alto o andar, mais baixo o nível.
. Harajuku. Mesmo com chuva e, conseqüentemente, poucas lolitas, é muito doido.
. Conhecer kurokawa san, um produtor de animes que tem no currículo a princesa e o cavaleiro e astro boy, no trem: muita coincidência.

iie arigato gozaimasu
. No fuji-q, mizuki shigeru’s ge-ge-ge haunted mansion, uma casa mal assombrada bem tosca.
. A pixação em uma lona da eejanaika: ‘fer, dani, tatu, erika, nando 4/19’ - uia, com esses nomes, de que país será que vieram?
. Sorvete de chá verde, bleargh. Bom, eu não gosto de chá, mas tinha que experimentar. Sugestão de uma nipo-curitibana amiga minha.
. O karaokê deles é em salinhas individuais. Fui com um pessoalzinho francês num destes - e sei lá, achei meio tosco. Mas o pessoal era engraçado.
. Nem vi a tokyo tower ou a disney de tóquio. Fica pra próxima - porque vai ter uma próxima. Ah, vai.

amsterdam



É uma cidade divertida, mas eu não moraria lá. As pessoas são meio antipáticas - e o excesso de adolescente americano brincando de ‘mamãe quero ser junkie’ também não agradou muito.

ja alstublieft
. O tour gratuito pela cidade - e mesmo o não gratuito, noturno - vale a caminhada.
. O sex museum pode se dizer educativo, mas é uma puta bobagem, bem gozado (em ambos os sentidos). E pensando bem, numa cidade onde puta é cultura, talvez seja um dos museus mais coerentes.
. Pirulitos de maconha. Não dá barato, mas é divertido. Queria trazer uns na bagagem mas fiquei com receio de ter problemas com os cães farejadores do aeroporto, vai saber.
. Os sanduíches frescos, pratos frescos e sucos frescos do la place marché du monde. Frescura da boa.
. As vending machines de croquete do febo.
. Passear pelas vitrines do red light district beira o bizarro, embora não tenha sido tão chocante quanto eu supunha. Afinal, eu já tinha ido a patpong!
. O belushi’s é o lugar pra conhecer gente do mundo todo. Principalmente se tiver rolando a eurocopa.

nee dank u
. Amsterdam é minúscula e dá pra ir a pé pra todo lado. Foi besteira comprar o strippenkaart com 15 tíquetes de viagem de bonde e ônibus, nem usei tudo.
. Meio decepcionante o rijks museum. Apesar do prédio gigantesco, as galerias ocupam menos de um terço dele - quando você menos percebe, já está na saída.
. Ir na casa/museu da anne frank parecia deprimente demais, nem fui - mas igualmente deprimente foi ver os turistas, na frente da fachada da casa, sorrindo pras fotos. Sem noção.
. Os brownies são gigantescos! Achei que não ia prestar comer sozinho - e não comi. Droga.
. Pra uma cidade que cheira a maconha, a noite é bem caretinha. O club escape deixou a desejar. E não foi só a minha opinião, mas também das três paulistas que conheci por lá.
. Os mictórios públicos ao ar livre são dignos de nota. Mas não tive vontade de usar - e nem vontade pra usar.

helsinque

Deus, que lugar chato.

kylla kiitos
. Uma coisa legal sobre helsinki: eu não encontrava lugar pra ficar e um hostel me indicou o helsinki expert, um serviço gratuito da cidade que ajuda os visitantes. Cool.
. A sauna do academica hostel era pequena, mas relaxante.
. O transporte público funciona até o anoitecer - mas também só anoitece lá pras 2 horas da manhã!
. De repente, parecia que estava nevando: eram sementes de álamo, voando pra todo lado. Bonito.
. O design district tem lojas e um museu de design - deu pra passar o tempo.
. Foi engraçado descobrir que de um lado da cidade rolava um festival de heavy metal e do outro uma convenção de testemunhas de jeová - que parecia estranhamente mais animada.

ei kiitos
. Queria ir na piscina pública de yrjonkatu, mas estava fechada.
. Não tem telefone público em helsinque. Deve ser algum lobby da nokia.
. As pessoas são apáticas. Muito.

budapeste

É uma bela cidade, mas cheinha de pilantra. Os locais também parecem meio aborrecidos, como em helsinque, mas felizmente encontrei alguns estrangeiros mais animados pelo caminho.

igen kerem
. A gellért foi a melhor casa de banho dentre as 3 que visitei. E tinha a melhor piscina que eu já fui. Saí de lá enrugado como um sharpei, mas foi muito bom.
. A çigdem, uma turca que conheci na gellért.
. O pessoalzinho do loft hostel era bem solícito e simpático - provavelmente porque não eram húngaros.
. O corvin teto, misto de bar/club/ buraco de vários andares, em alguma viela próxima a király utca - não me lembro bem onde era, fui guiado e voltei meio bêbado.
. Sorvete é muito barato - e bom. A gelato perto da ferenciek tere era no caminho pro meu hostel e virou minha parada obrigatória.
. O central market hall lembra o mercadão de são paulo - com mezanino e tudo -, só que mais limpinho e com framboesas mais em conta. Mas não tem sanduíche de mortadela.

nem koszonom
. A água da rudas cheirava a ovo. E um senhor gordo ficou me encarando.
. A conta adulterada do restaurante safado galaxia, na bécsi utca.
. A manhã perdida na delegacia, tentando - em vão - registrar uma queixa contra o tal galaxia.
. E nunca mais me deixo levar pela experiência de pagar um drink numa terra cuja moeda não sei a conversão.

moscou



Moscou é dura. Fria. Desbotada. Não se vêem crianças pelas ruas, mesinhas nas calçadas ou sorrisos nos rostos. Lênin caminha em direção a um poster de stella artois e marx encara a reforma do teatro bolshoi patrocinada pela samsung. Pois é: adeus, lênin.
Mas o metrô e a catedral valeram a pena - e o abusivo preço do visto.

da pozalusta
. As estações do metrô moscovita são espetaculares - no sentido espetaculoso da palavra. Como disse katja, a recepcionista do hostel, são kitsch. Mas estações desse tipo, só tem em moscou - e pra mim, valeu mais que os monumentos, igrejas e kremlins. A komsomolskaya é a mais extravagante.
. A supra referida katja. Que menina linda, a melhor vista do hostel.
. A comida do mu mu era até boa, vá lá.
. A catedral de são basílio foi a construção mais doida e bonita que eu já vi. Desculpaí, gaudí.
. A feira de bugigangas e artesanato que acontece nos fins de semana do lado de fora da praça vermelha é bem interessante, vendendo buttons e pins da era soviética e matrioskas de todos os tipos e tamanhos. Tinha até do ursinho pooh.
. Eu só comi em moscou, mas é daquela marca globalizada de sorvetes da unilever e portanto deve ter em outros lugares: magnum de tangerina e hortelã. Delícia.

niet spasiba
. Moscou não é um destino amigável pra turista autônomo: não tem balcão de informações turísticas e nem sequer mapa da cidade no aeroporto. Felizmente me emprestaram um guia no hostel.
. Quase todo mundo que trabalha no aeroporto é bem rude - uma ótima primeira impressão da cidade.
. O comrade hostel é bem localizado - mas nos quatro dias que fiquei lá tive que desviar de cagão de cachorro na entrada e tomar banho frio por causa de um suposto ‘racionamento de água quente na vizinhança’. Sei, sei.
. Embora comer panquecas com caviar no café da manhã parecesse luxuoso à primeira vista, na verdade foi meio bleargh. E o chocolate quente é exatamente isso: chocolate quente. Quase um pudim.
. A comida da sbarro é bem sem graça. Mas é uma opção bem em conta.
. Apesar de recomendada pelo lonely planet, pelo viajeaqui e por uma dúzia de guias de turismo, a banya sandunov é uma merda. Uma piscina fria, uma sauna, cadeiras de plástico imitando pedra, estátuas de jardim e um bando de soviéticos gordos se batendo com ramos de bétula. Decadente, pra dizer o mínimo. Já a recepção compartilha do mesmo luxo kitsch das estações de metrô.
. A sensação de que a polícia parece estar sempre te acompanhando com os olhos é horrível. Posso ser paranóico, mas fiquei com medo de acordar de repente em um porão escuro da kgb.
. Moscou é cara. Mais do que deveria.

madri



Nessa viagem madri só foi ponte entre moscou e lisboa. Mas circular por madri é tão fácil - tem metrô praticamente a cada quarteirão - que mesmo que se tenha apenas algumas horas dá pra fazer uma pá de coisas.

si por favor
. Madri é totalmente tourist-friendly (deve existir uma palavra em português mas não lembro agora). Eles te dão mapas, guias, toda informação que precisar.
. O museu do traje é bem interessante, valeu a visita.
. O prato do dia do museo del jamón é literal: é comida prum dia inteiro. São dois pratos, vinho e polstre (um flan não muito bom, verdade seja dita. Eu devia ter escolhido a fruta). E as paredes decoradas com presuntos dão um charme meio decadente ao lugar.

no gracias
. Deveria ter ficado mais um dia e tentado a montanha russa do superman, no parque warner, parada por causa do mau tempo na minha visita anterior, anos atrás.

lisboa



Pois, por anos desprezei lisboa, achando que era tão somente uma espécie de nave-mãe das cidades históricas mineiras - e confesso que não sou muito fã de cidade histórica. Mas lisboa é muito gira, pá!

sim por favor
. Não é à toa que o travellers house é votado como um dos melhores albergues do mundo, quase todos os meses, no hostelworld: é muito bom mesmo.
. Os bares do bairro alto são pura ferveção! Nos moldes lusitanos, é claro.
. Os pastéis de belém - de belém - não me encantaram tanto. Mas mesmo assim comi uns quatro. E comeria mais.
. A quinta da regaleira, em sintra, é um labirinto de pedras, grutas e hortênsias - uma beleza.
. A pastelaria periquita, também em sintra. Lugarzinho simpático.
. O maravilhoso oceanário de lisboa dá de dez no aquário de sydney. E de mil no de são paulo.
. Assistir ao show do duran duran e do mika não estava nos meus planos originais, mas ainda bem que fui: foi um puta show e ainda conheci a ana e a janet, duas raparigas muito fixes.
. A coisas com história tem camisetas e suvenires melhores que os tradicionais galinhos ou azulejos portugueses (verdade seja dita, eu trouxe um galinho pra minha mãe). A camiseta com os heterônimos do fernando pessoa era a melhor, trouxe uma pra mim. A loja do bairro alto só abre de noite - cool!
. Falar português. Eu amo essa língua.
. Bebi muita, muita super bock.

não obrigado
. Infelizmente não deu pra encontrar o joão, meu colega lisboeta que conheci anos atrás no show do swing out sister, em londres.
. O castelo de são jorge é bonito, mas meio chatinho. Já o periscópio é bem legal.
. Pagar pra ver os tesouros da sé só valeu por ter subido no mezanino da igreja e visto o maravilhoso vitral de perto.
. As praias de cascais deixaram um pouco a desejar. E o calçamento era copacabanesco demais.
. Os americanos que dividiram o quarto comigo numa das noites no hostel eram muito mal educados, falando alto com gente ainda dormindo e tal. Bom, americanos mal educados é um pleonasmo.
. Descobrir no balcão de check in, duas horas antes do embarque, que a lan (sempre a lan) tinha me colocado no vôo de um dia anterior. Tive que pagar uma multa pra embarcar no vôo certo, a tempo de fazer a conexão pra santiago - e já pedi o estorno desse valor.

santiago

Estava com um certo receio de encontrar uma versão de são paulo em espanhol mas o que encontrei foi uma cidade muito charmosa, circundada pela cordilheira dos andes. Linda.

si por favor
. O pessoal do andes hostel (em especial o pablo, que me levou em um tour pelas redondezas), super gente boa. Aliás, todo mundo em santiago parece ser muito gentil.
. Subir o pico san cristóbal pelo funicular e descer pelo teleférico. Um puta visual da cidade e da cordilheira.
. Neve! Pela primeira vez.
. Esquiar - apesar de todos os tombos, não voltei cheio de hematomas como previa.
. Suco de chirimoya (fruta do conde). Tem em todo lugar, mas eu só fui beber no gatsby do aeroporto. E gostei.
. Sobrevoar a cordilheira dos andes na ida a buenos aires, muy hermoso.

no gracias
. Perder duas horas indo e voltando de metrô tentando encontrar uma vinícola que não precisasse de reservas para visitar. Perda de tempo, frustrante mesmo.
. Descobrir, por acaso, que o vôo da lan (de novo a lan) no qual eu embarcaria para buenos aires tinha sido cancelado - e que eu tinha sido colocado novamente em um vôo anterior ao que eu tinha reservado.

buenos aires



Cheguei literalmente no meio de uma barulhenta manifestação política - o hostel ficava na avenida de mayo, próximo à praça do congresso. Os portenhos são famosos pelos barulhaços, ou seja, estava na verdadeira buenos aires - não naquela onde se dança tango nas ruas pra turista ver.

si por favor
. “Las malvinas son nuestras” em um carro no meio da avenida de mayo.
. Alfajor, dulce de leche. E o sorvete da froilan, em palermo soho.
. A orquestra de tango de buenos aires, com direito a duelo de acordeão e tudo.
. A aula de tango que tive numa milonga, onde fui parar seguindo duas irmãs americanas e um pessoal legal do pará - ou calypsoneamente falando, do parááá! Muito legal, mas eu danço tão mal que a alemã que era minha parceira fugiu na primeira oportunidade.
. Tomar uma quilmes num dos barzinhos da plaza serrano.
. Gaseosa paso de los toros sabor pomelo. Eu adorei essa bagaça.

no gracias
. Os ônibus são um lixo.
. O café tortoni decepcionou. É bonito, muito elegante mas, na boa, os churros são bem ruizinhos - e o chocolate quente, outra de suas especialidades, fraco.
. Fui no cemitério da recoleta só porque estava no meu caminho. Deprimente, é claro - que idéia imbecil visitar cemitério.

são paulo



Como já disse antes, a são paulo que eu gostava não existe mais. O povo que hoje habita a cidade pode ter ajudado a construí-la - mas também está fazendo um trabalho bastante eficiente no sentido contrário.

sim por favor
. O upgrade no vôo de volta de buenos aires. Não posso reclamar.
. O sanduíche de mortadela do mercadão ainda é imbatível. O bauru do ponto chic fica pouco recheio atrás.
. A melhor pizza do mundo!
. Eventos pra todo lado, mas em pontos tão distantes que não é fácil programar mais de um pra ir no mesmo dia. Mas fui no anima mundi, no bossa na oca e no emoção art.ficial, todos bem legais.

não obrigado
. O aquário de são paulo fede. Em todos os sentidos.
. Levaram o celular de dentro do bolso - fechado com zíper - da jaqueta da minha sobrinha, na 25 de março.
. O trânsito de são paulo é pior que o de pequim. A sujeira, pior que bangkok. Mas se for pra escolher entre esses, meu, eu ainda fico com são paulo.


comentários (1)



27/07/2008 13:37
paulicéia desvairada
E após 3 dias fazendo papel de turista em são paulo, sendo atropelado e xingado por um velhinho estessado na paulista, empurrado por imigrantes estressados nas estações de trem e metrô e ficando estressado após minha sobrinha ter o celular furtado na 25 de março, cheguei à triste conclusão de que a são paulo que eu gosto tanto não existe mais.
E a atual leva somente nota 5.


comentários (0)



21/07/2008 11:38
são paulo
Finalmente posso acentuar as palavras (eu também podia no post anterior, mas esqueci).
No meu balanço (note a cedilha) final de cidades-onde-eu-moraria, tóquio leva 10! nota 10! Amsterdam, 5. Helsinque leva 2, aquela cidade chata e sem telefones públicos. Budapeste e moscou levam 1 e 0 - que lugares deprimentes, credo. Mas budapeste ganha um ponto só por causa das casas de banho.
Entao, de volta à civilização, madri leva 8 e lisboa, 9. E meio, vá - lisboa é bem legal, tranqüilo mas divertido. Una cosita, como diria o apresentador da orquestra de tango, em buenos aires.
E por falar em buenos aires, os portenhos levam 6. Já santiago leva 7, gostei bastante daquela cidade.
E são paulo - ah, são paulo... Adoro essa terra mas é tão estressante que vai ficar com 8. Só por causa da pizza.


comentários (1)



18/07/2008 02:19
de volta da volta
Hoje abri mão de ir a colonia del sacramento, no uruguai - cheguei à conclusão de que só estava indo pra ter outro carimbo no passaporte. E sinceramente, já estava cansadão. Mas daqui a algumas horas estarei embarcando pra são paulo, onde comerei pizza com cara e gosto de pizza, finalmente.
Talvez eu vá ao mercadão comer sanduíche de mortadela ou na 25 de março, só pra completar a odisséia turística. Ou talvez eu durma uns três dias seguidos.


comentários (1)



15/07/2008 18:31
los hermanos - mas não a banda barbuda
Após lisboa, dei uma passadinha rápida por madri - só pra comer alguma coisa, antes de ir pra santiago. Ui!



Santiago é muito bonita, e vc se sente estranhamente seguro - para os padrões sulamericanos, é claro. Ontem fui esquiar em colorado e esperava voltar cheio de hematomas. Mas apesar dos vários tombos - incluindo um logo na subida do teleférico - as únicas partes doloridas no meu corpo no fim do dia foram as canelas.
E o bolso.



E agora estou em buenos aires, onde camelei pra encontrar o hostel pois o mesmo fica no meio da avenida de mayo - onde, coincidentemente hoje, havia uma manifestação política a favor do aumento de impostos nas exportações agrícolas e todas as ruas estavam fechadas.
Em princípio invejei essa atitude política argentina, pois sempre os admirei pelos panelaços e barulhaços. Mas depois que um dos manifestantes bêbados me pediu dinheiro pra comprar mais bebida, percebi que não tem nada de idealismo, e só festa mesmo. Como naquele outro país sulamericano.


comentários (0)



11/07/2008 06:54
em lisboa como os lisboetas - com mais de trinta



Ontem fiz um programa totalmente lusitano - no mal sentido. Perdi umas 3 horas esperando para ir a um concerto porque programei mal meu dia. Mas o concerto valeu a pena: duran duran, tocando vários hits como hungry like the wolf, the reflex e rio. Totalmente anos 80. A lembrar: a multidão de lisboetas grisalhos gritando 'john', 'simon' como se fossem tietes adolescentes. Eita!
Em seguida, beck - chato, como de costume - e mika, um circo. Literalmente.
Ah, e fui ao oceanário de lisboa, milhões de vezes melhor que o de sydney.


comentários (2)



09/07/2008 21:04
pastel de belém
Só em belém se come pastel de belém - o que me faz pensar que devam existir lugares chamados palmito, carne e queijo.
E é extremamente difícil encontrar mercados, farmácias ou seven-elevens abertos até tarde em lisboa. E eu precisava desesperadamente de um desodorante, pois o meu tinha acabado em moscou.


comentários (0)



09/07/2008 05:34
passagem relâmpago



Ainda mais rápida que minha passagem por helsinque, estive apenas por 8 horas em madri. Mas como já estive lá anteriormente, nem me desesperei: dei umas voltas pela cidade, visitei alguns museus e observei o movimento. À noite, o vôo da iberia atrasou mais de uma hora e cheguei em lisboa apenas a uma da manhã, com medo de não encontrar transporte para o hostel. Mas felizmente aqui as pessoas falam português! E finalmente pude entender as informações que me deram por inteiro e fui à paragem (ponto) para pegar o autocarro (ônibus) noturno.


comentários (0)



06/07/2008 19:31
velharia
E não tem criança nas ruas de moscou. Acho que a história de que comem criancinhas tem um fundo de verdade.

comentários (0)



06/07/2008 19:30
e sinceramente
Todo mundo parece querer te enganar nessa merda de europa oriental. O hostel que eu fiquei veio com uma história de que não teria água quente porque em moscou eles costumam ter este problema por duas ou três semanas todo verão. Aí encontrei um brasileiro que me disse que ia mudar de hostel porque em outro havia água quente. Como era minha última noite em moscou, deixei quieto - mas a menina da recepção parecia apreensiva, esperando que eu perguntasse a respeito da água. E, quando perguntei, ela veio com uma nova história: em algumas áreas falta água, em outras não. Mas que amanha a água quente estaria de volta. Quero ir embora deste país - e vou, amanhã. Ufa!

comentários (0)



06/07/2008 15:59
troca justa



Definitivamente troco a estátua de marx pelo ultraman gigante que vi numa rua de tóquio.


comentários (1)



05/07/2008 13:40
ah, vai tomar banho
A sensação que tenho ao andar por moscou de dia (e por budapeste também tive a mesma sensação) é de uma opressiva monocromia. Tudo é bege: os prédios, as ruas, as pessoas. Ja à noite tudo é mais bonito, iluminado e tal - mas não chega aos pés de tóquio, é claro.
Hoje testei o famoso sandunov banya, uma casa de banhos recomendada pelo lonely planet e pelo viajeaqui. Sinceramente, a gellert em budapeste é melhor e mais bonita. Pelamordedeus, essa casa da rússia tem estátuas, leões e cadeiras de pedra e tal - mas tudo feito de plástico. Credo.


comentários (1)



04/07/2008 11:47
diversão e arte



Eu não sou o tipo de turista que costuma se deslumbrar em viagens, devo dizer. Então quando vou a palácios, igrejas e monumentos geralmente acho legal nos primeiros 15 minutos e me canso depois.
Um destino turístico legal pra mim tem que ser divertido, não deslumbrante. E acho que depois de tóquio não consigo mais ver as outras cidades com o mesmo interesse. A bem da verdade, tô meio cansado de ver prédios históricos - caguei pra história!
Por isso, o mais divertido pra mim em moscou foi ver a estátua de lênin apontando para um poster gigantesco de cerveja stella artois.


comentários (0)



02/07/2008 17:40
buda
Ninguém sorri por aqui. A comida é insossa e tudo é muito caro. Já as casas de banho são muito relaxantes (com exceção da rudas, que cheira a ovo podre - e eu não sei quem pode relaxar num lugar cheirando a ovo podre). A gellért é um espetáculo, cheia de estátuas e ladrilhos, uma beleza.
Só não me acostumei com o aventalzinho que deixa a bunda à mostra.
Ou seria a buda?




comentários (0)




Blog-se Copyright © 2003 Comunique-se S/A. Todos os direitos reservados. All rights reserved.